Aquaman (ANÁLISE)



A DC/Warner tá no caminho certo...
Não é segredo que a Warner não tem a mínima ideia do que fazer com os heróis da DC no cinema, primeiro chamam o aclamado e incrível diretor Zack Snyder para dirigir o que seria um promissor início de universo compartilhado nos cinemas, mas o homem de aço foi recepcionado de forma morna dividindo opiniões, o que seria de fato a recepção do público em geral nos próximos projetos da empresa até o momento.
Entre trancos e barrancos, Snyder queria um universo mais próximo dos jogos da série Injustice mas em tons mais densos e profundos, o que não deu muito certo já que os personagens embora sejam de conhecimento público a décadas, não tinham criado apego no público dos cinemas. Com a saída do diretor, o primeiro filme a mudar a linha que o diretor estava seguindo foi Liga da Justiça que por inúmeros problemas se tornou uma das, senão a maior piada do universo cinematográfico da casa do Superman.

Homem de Aço (2013) teve recepção mista
Embora Mulher Maravilha (2017) tenha sido bem recebido (melhor que a bomba chamada Esquadrão Suicida), muita desconfiança surgia do próximo filme da casa, Aquaman.
Dirigido pelo aclamado James Wan, Jason Momoa estrela o filme que mesmo com os trailers mais ou menos conseguiu ser um dos filmes mais bem sucedidos da DC e irei explicar o motivo da película ir tão bem assim.
É um filme bom e divertido.
Sim, enfim parece que a Warner soube chamar um diretor que entende que filmes de quadrinhos para introduzir um personagem ao grande público não precisa tratar de lições filosóficas e retóricas quanto a bíblia e o elenco tanto principal quanto de apoio parece entender isso e se divertir com isso.
Temos no papel principal (conforme dito acima) Jasão Mamão como o Homem-Sereia, que após os acontecimentos da Liga da Justiça, está levando sua vidinha low profile, salvando submarinos russos e tirando selfies com os fãs de vez em quando, não se importando com nada nem ninguém.
Isso até a princesa Mera (Amber Heard) surgir e informar que ele precisa reclamar o trono de Atlântida ou então seu irmão por parte de mãe Orm (Patrick Wilson) irá destruir a superfície por todos os anos que o povo da superfície zoou os mares e a vida marinha.
Além disso ainda conhecemos o passado de nosso herói sereio que é filho da rainha Atlanna (Nicole Kidman) e sua juventude treinando com o visir real Vulko (Willem “Duende Verde” Dafoe).

Mãe e empaladora de inimigos nas horas vagas
A trama é boa apesar de bem simples e digna de um filme animado da DC (não digo isso de forma pejorativa, os filmes animados da DC são excelentes, foi um elogio na verdade), tamanha a leveza que temos no desenvolvimento dos personagens e suas relações. É gostoso descobrir mais da história e se aprofundar nela, enquanto ao mesmo tempo ficamos com o desejo de ver mais.
O visual é inacreditável e sem dúvida é o filme mais bonito da Warner, a todos os momentos que estamos em Atlântida ou em algum cenário aquático ficamos embasbacados não somente com o visual colorido e diferente, mas com a destreza do diretor de conseguir criar credibilidade em cenas debaixo d’água de forma tão simples.
O som é completamente esquecível embora seja de boa qualidade, temos alguns chiptunes estilo anos 80 durante as cenas mais tensas e empolgantes do filme, o que nos dá a sensação de assistir um filme digno de “Sessão da Tarde”, a única música que fica na cabeça é Ocean to Ocean, tema do filme cantado por Pitbull e Rhea, que mistura empolgação com a base de Africa de Toto.
O destaque do filme fica pela atuação e carisma de Jason Momoa que carrega facilmente o filme e não somente empolga, mas dá peso ao personagem quando necessário e ao sensacional Yahya Abdul-Mateen II que interpretou o Arraia Negra.

O filme explica de forma magistral tudo o que precisa ser explicado, como o capacete ridículo do Arraia Negra
Este senhoras e senhores é um vilão bem interessante que espero que seja melhor explorado nos próximos filmes (caso tenham), não somente tem a melhor sequência de ação do filme como uma das melhores explicações até o momento.
Espero que os filmes da DC não necessariamente sigam a mesma linha de comédia e piadas de Aquaman, mas espero que sejam tratados de forma decente como este filme claramente foi tratado, se não foi assistir nos cinemas vá e não perca tempo.
Observações:
Já tínhamos o indício que Aquaman seria um bom filme em Liga da Justiça quando Momoa roubou todas as Cenas em que participou;
A Nicole Kidman descer a porrada em alguém é algo sensacional de se assistir em tela grande;
Embora tenha elogiado bastante Jason Momoa nesta resenha, o sucesso do filme e do ator apenas comprovam a hipocrisia gigantesca de núcleos da sociedade atual, que protestam e militam contra todo e qualquer tipo de abuso, preconceito, racismo e enquanto condenam completamente atores como Kevin Spacey enaltecem Momoa, que já afirmou publicamente que a melhor parte de ter um papel em Game of Thrones foi poder estuprar atrizes, não estou apoiando nenhum dos dois, mas quando um ator é condenado publicamente e outro é enaltecido, fica claro que a ética e moral tem padrão estético.

Aquaman (ANÁLISE) Aquaman (ANÁLISE) Reviewed by Pablo Novaera on segunda-feira, dezembro 31, 2018 Rating: 5

Nenhum comentário

Related Posts No. (ex: 9)