O mundo sombrio de Sabrina (ANÁLISE)



Esqueça as risadas de fundo e o gato falante.
Todos que viveram os anos 90 e desfrutaram da sua cultura pop seja pela televisão aberta ou fechada conheceu algumas das criações mais legais da década, dentre elas podemos citar Sabrina – A aprendiz de feiticeira.
Ambientada em um clima de sitcon, assistíamos a jovem bruxa do título aprontar altas confusões com seu gato Salem no mundo dos mortais e no mundo dos bruxos. Com o suporte de suas tias e tutoras Hilda e Zelda, Sabrina foi uma série que não só cativou o público, como gerou alguns filmes que fugiam um pouco dos cenários costumeiros e jogavam toda a trupe em algum lugar bizarro com novas e divertidas confusões.
E foi jogando quase tudo isso fora que a Netflix anunciou o reboot não do seriado, mas do título, nos trazendo “O mundo sombrio de Sabrina”, uma série de 10 episódios sobre Sabrina Spellman, uma meia mortal, meio bruxa, que deverá fazer a escolha no seu aniversário de se tornar uma mortal por completo ou ingressar no mundo da bruxaria de vez.
Eu era um grande fã da série e desde o anúncio do reboot eu fiquei animado, mesmo sabendo que iria se tratar de uma nova identidade baseada nos quadrinhos de mesmo nome do seriado e embora não seja perfeita, ela não só consegue criar um dos seriados mais interessantes do momento, como também tem sucesso em demonstrar como mudar completamente a identidade de algo que o público está acostumado sem medo e de forma competente.

O seriado dos anos 90 era uma sitcon leve, o que foi totalmente esquecido nesta versão sombria da personagem
Assim como na sitcon, Sabrina é órfã (sob circunstâncias misteriosas) e fica sob a tutela de suas tias Hilda e Zelda, bruxas experientes que são parte da Igreja da Noite, o coven de bruxas local. Junto das 3 vive o primo de Sabrina, Ambrose Spellman, um bruxo em prisão domiciliar que devido sua natureza sarcástica e zombeteira, me fez perguntar durante toda a temporada se seria uma compensação de Salém que na série sitcon tomava este papel para si e agora, é um familiar de Sabrina, ajudando nas horas necessárias mas sem se comunicar.
A temporada gira em torno da Igreja da Noite tentar fazer com que Sabrina assine o livro da besta, onde ela se compromete a fazer tudo o que Satã diz sem virar o nariz e a força motriz disso é a professora Wardwell (Michelle Gomez de Doctor Who) que através de manipulação e magia, tenta manipular Sabrina para que ela se distancie dos seus amigos e sua vida mortal e abrace seu lado obscuro.

O seriado tem como base a hq "Chilling adventures of Sabrina", daí o clima dark e sinistro
A trilha sonora do seriado é esquecível, sem nada memorável, nem mesmo sua música tema, mas a mixagem de som nas horas de suspense é uma das mais sensacionais de seriados do gênero, mantendo o espectador no clima certo para o momento certo.
As atuações são muito boas, especialmente nos momentos de drama, onde o espectador sente a estranheza e o drama familiar e onde nos momentos de medo e pavor, sua pele se arrepia e o espectador irá ficar na ponta da cadeira aguardando a sequência dos acontecimentos.
Enfim, O mundo sombrio de Sabrina é um seriado divertido, que não falha muito além de coisas previsíveis como trilha sonora fraca, mas recomendo que assista um episódio por dia no máximo, pois o clima de suspense é quebrado caso queira maratonar esta série.

Ps1. A tia Zelda é interpretada por Miranda Otto, não sabe quem é? Bem, nada mais nada menos que Éowyn da trilogia Senhor dos Anéis. (A cavaleira que derrotou o espectro que nenhum “homem” poderia derrotar).

Ps2. Existem algumas referências e “easter eggs” envolvendo Riverdale, será que vem crossover por aí?

Ps3. Vai rolar um episódio especial de natal da série, então quem já terminou e está com saudade (tipo eu) vai poder matar a saudade da bruxinha.
O mundo sombrio de Sabrina (ANÁLISE) O mundo sombrio de Sabrina (ANÁLISE) Reviewed by Pablo Novaera on segunda-feira, novembro 26, 2018 Rating: 5

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